Entenda como as últimas semanas afetaram as ações do Ibovespa

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Para quem acompanha o mercado de ações do Ibovespa, e até mesmo aqueles que apenas conferem as notícias, não é nenhuma novidade que as últimas semanas foram vividas em meio a uma confusão generalizada. Ao mesmo tempo que as quedas em ações aéreas e da Petrobras assustaram, a variação positiva na CCR e Engie surpreenderam.

Os quatro circuit breakers, os famosos “métodos de contenção”, foram responsáveis por sinalizar o verdadeiro impacto que a bolsa brasileira, e mundial, iriam sofrer. Com uma queda de 15,68% muitas empresas saíram perdendo, mas antes de analisar as repercussões desse período, é válido entender como essas ações funcionam.

Ações do Ibovespa: o que são e como funcionam? 

gráficos mostrando índices

Apesar de transparecer informações complexas, essas são perguntas que exigem uma resposta bem simples, o importante é compreender os conceitos básicos. Ibovespa significa Índice da Bolsa de Valores de São Paulo, e esse é o principal indicador de desempenho médio de uma carteira teórica de ações.

Com esses indicadores, acontecem o maior número de negociações diários na bolsa, eles correspondem a quase 80% do total. Essa carteira de ações é reavaliada a cada quatro meses, a fim de manter uma relevância de forma significativa, por isso sua composição tende a variar tanto.

O sistema de pontuação do Ibovespa também é de fácil compreensão, já que é baseado na liquidez de ativos expostos na própria B3, ou bolsa de valores brasileira. Cada ponto equivale a 1 real, então, um portfólio de 100 mil pontos representa na verdade um preço exato de 100 mil reais dessa carteira. 

Esse sistema simboliza que, quando a pontuação do Ibovespa sobe, suas ações recebem maior valorização do mercado, e no cenário oposto, uma queda exemplifica que boa parte das carteiras fecham o dia no vermelho. Uma variação de cenário, seja ela grande ou pequena, reflete as expectativas dos investidores. 

Uma semana de confusão: Ibovespa em queda e pequenas vitórias

pessoas estudando nasa

Como já comentamos, as últimas semanas refletiram uma confusão interna e externa dentro do mercado financeiro, e essa instabilidade impactou profundamente os índices de grandes empresas do país. Uma queda de 25% na cotação do petróleo deu início à segunda-feira, que finalizou suas atividades com 12,17% de baixa.

No Brasil, a principal empresa a ser afetada pelas decisões de redução de preços da Arábia Saudita foi a Petrobras. A petrolífera foi afetada com um declínio em quase 30% para seus ativos na sessão diária, e essa porcentagem simbolizou a perda de R$ 91 bilhões em seu valor de mercado.

Mesmo com o alerta desse primeiro dia, a terça-feira ofereceu um patamar minimamente positivo para os investidores, em que o índice cresceu para 7,14%, a maior alta desde 2 de janeiro de 2009, em decorrência da recuperação do petróleo. A boa notícia durou pouco, já que na quarta os índices voltaram a cair. 

Essa queda, de forma específica, não vem exatamente de variações do mercado financeiro, ela é uma das inúmeras consequências da recém anunciada, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pandemia de Covid-19, o coronavírus.

Os perigos do vírus continuaram a atingir o setor financeiro, e o pregão de quinta-feira conseguiu aumentar ainda mais a queda do Ibovespa, atingindo 14,78%, a maior queda desde 1998. Os números causaram grande tensão mundial, com destaque para a suspensão de diversos voos e o fechamento de fronteiras no mundo todo.

Como a instabilidade regeu todas as ações da semana, na sexta-feira, esse cenário não foi diferente. A valorização do Ibovespa começou a ganhar índices e, ao atingir 13,91%, conseguiu o maior crescimento desde 2008. Essa sessão também ocasionou na liberação de US$ 50 bilhões para o combate do novo vírus.

Os maiores afetados no Brasil

menina expressão de triste com notebook

O panorama das últimas semanas dentro do mercado financeiro reflete toda a confusão do mundo nesse momento de pandemia e as notícias também não são animadoras para algumas empresas de grande porte do país, as mais atingidas nessa inconstância recente.

As ações que contabilizaram as maiores quedas do Ibovespa nesse cenário foram afetadas de forma drástica pelos últimos acontecimentos. Casos que envolvem empresas aéreas, como a Gol e a Azul, e de turismo, como a CVC, podem ser ligados ao período de contenção do vírus. 

Petroleiras como a já citada Petrobras, PetroRio e a sucroalcooleira São Martinho registraram uma forte queda nesse momento. O ramo do entretenimento também teve sua parcela de queda, já que grandes eventos, como Lollapalooza, foram adiados, e a T4F despencou 43,95% como consequência.

Apesar de apresentar um cenário de tensão e incerteza, esse período demonstra a importância de se manter informado sobre as principais movimentações financeiras no Brasil e no mundo

Aqui no blog da Credjet você fica sabendo os principais acontecimentos da economia de forma simples e objetiva. Não deixe de conferir nossas outras postagens, fique por dentro de todos os impactos financeiros do coronavírus

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