Previdência privada: como funciona? Vale a pena investir?

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Escolher o melhor investimento não é uma tarefa tão simples; há diversos fatores a se levar em consideração, como os riscos envolvidos, o aporte inicial e seus objetivos finais. Uma das alternativas mais comuns entre os brasileiros é a previdência privada

Muito se fala nesse recurso quando o assunto é aposentadoria, já que se trata de um produto de seguridade, ou seja, um fundo para segurança financeira. Porém, você sabe como funciona esse investimento e qual o rendimento que ele oferece?

Tire suas dúvidas e entenda mais sobre esse assunto antes de decidir onde colocar seu dinheiro. Todo conhecimento é fundamental para ter os melhores resultados com a quantia que você deseja aplicar!

O que é a previdência privada?

pessoa mexendo no notebook

Como dito antes, a previdência privada é conhecida como uma forma de aposentadoria que pode substituir ou complementar a previdência pública. Ela é regulamentada pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), sob tutela do Governo Federal.

O que muita gente não sabe é que ela funciona, também, como um fundo de investimento a longo prazo, não necessariamente relacionado ao seu período de aposentadoria.

É ideal para quem deseja ter uma reserva de emergência ou para realizar sonhos e objetivos no futuro! Entenda como funciona esse investimento e analise se essa é a opção mais adequada para o seu bolso.

Como investir em previdência privada?calculador folha de cálculos e caneta

É muito simples começar a investir na previdência privada, pois não é necessário comprovar renda e não é exigida uma idade mínima. Você faz uma aplicação inicial, acumula dinheiro pelo tempo que desejar e faz o resgate quando achar melhor.

O período sugerido é de, pelo menos, 5 anos, para que o investimento tenha um bom rendimento com os juros e você consiga depositar uma boa quantia mensal e tenha bastante lucro na hora de retirar o dinheiro.

Esse plano oferece segurança e estabilidade ao contratante, já que ele pode optar por manter o investimento e direcionar os juros recebidos para a família - esposa e filhos -, caso venha a falecer antes do resgate.

É o chamado “pecúlio por morte ou invalidez” e funciona como uma espécie de seguro de vida, de deixar uma fonte de renda como apoio. Em casos de invalidez, a própria pessoa tem o direito de receber o dinheiro, se ficar impossibilitada de trabalhar.

Existem dois tipos de previdência privada

Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL)

Nessa categoria, o valor das taxas cobradas pode ser descontado do Imposto de Renda, sendo recomendado para quem apresenta uma renda mais alta. A parte não tão positiva é que você terá de pagar ao IR o proporcional ao dinheiro total do fundo no momento do resgate.

Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL)

Já nessa modalidade não é possível abater os juros no Imposto de Renda. No entanto, quando você resolver resgatar o dinheiro, pagará um valor referente apenas ao rendimento do fundo ao longo do tempo e não ao valor total.

Caso você escolha fazer o investimento em um banco tradicional, deverá pagar juros, taxas de manutenção da conta que garantem a solidez do aporte. Há três mais comuns:

- Taxa anual de gestão ou custódia;

- Taxa de carregamento de entrada (sobre a contribuição);

- Taxa de carregamento de saída (no momento do resgate).

Antes de aplicar seus recursos, pesquise bem para saber se os bancos são vantajosos para você ou se vale a pena procurar outras soluções. Além disso, existem outros fatores para levar em conta ao escolher uma previdência privada, como:

- O tipo do plano (os já mencionados PGBL e VGBL);

- O tipo de tributação, que determina como funciona o dinheiro que fica retido. Se progressivo, a porcentagem começa baixa e vai subindo; se regressivo, o processo contrário é realizado;

- Os riscos do investimento e sua estratégia para gerenciá-lo. 

Vale a pena investir em previdência privada?

quatro cofrinhos de porquinho

Esse tipo de investimento vale a pena se você não tiver pressa e quiser resultados a longo prazo. Como já mencionado, o ideal é que o fundo exista por anos para que você tenha um bom valor no futuro.

É possível utilizar a previdência privada como uma reserva financeira, mas, por causa dos juros cobrados pelos bancos, não é recomendável ter apenas esse objetivo ao aplicar seu dinheiro.

Apostar nessa alternativa como um plano de aposentadoria, um tipo de seguro de vida ou um recurso para metas de longo prazo é mais indicado. Outra solução é investir com uma corretora, em vez de um grande banco tradicional.

Para qualquer forma de aplicação financeira é essencial ter um planejamento bem definido e se informar o máximo possível antes de fechar negócio. Entenda alguns dos benefícios de investir na previdência privada:

Personalização do plano

A previdência pode ser personalizada de acordo com seus objetivos, funcionando a médio ou longo prazo. Além disso, como já mencionado, você escolhe a forma de dedução do Imposto de Renda (entre o PGBL e o VGBL).

Vantagens de um fundo de investimento

A previdência privada funciona como um fundo de investimento tradicional, pois há um gerenciamento mais completo da sua conta (com acompanhamento profissional) e a geração de lucro com ativos.

Flexibilidade

É possível mudar o investimento para outra instituição a qualquer momento, caso você não esteja contente com a administradora da sua previdência.

Em contrapartida, essa aplicação traz algumas desvantagens. As altas taxas bancárias somadas à tributação e o longo período de tempo que você pode ter que esperar para resgatar o dinheiro são alguns exemplos disso.

Os riscos também precisam ser avaliados de acordo com o tipo de previdência escolhido, pois são variáveis, assim como a rentabilidade - tudo dependerá dos ativos escolhidos e da instituição financeira.

Agora que você teve acesso a mais informações sobre a previdência privada, pesquise as opções que te interessam, analise os riscos e as oportunidades de lucro e comece a investir!

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